domingo, 24 de abril de 2011

O mais desprezível dos homens

Sou eu o mais desprezível dos homens,
sou eu o romântico mortal amante exacerbado,
sou eu mortal, nasci sentenciado,
sou eu passional, fadado a não ser amado.
Meu amor foi fácil, não vale nada de tanto que tenho,
amor inglório, angustia entalada com sabor do desdenho.
Seu ego inatingível, minha fraqueza é quase tangível, não tenho força,
este é seu lado bicho, ouça seu lado moça.
Ansiei teu amor tal como leite materno,
provei teu beijo e na tua ausência conheci o inferno,
transformei romance em um simples verso de amor eterno.
Sou eu o mais desprezível dos homens que imagem patética.
Odeio te amar, ambivalência da licença poética,
Sou eu o mais desprezível dos homens...
                                                                  ...sou eu o poeta.

Cassius Cesar. Sorocaba 23 de abril de 2011.

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